17 de agosto de 2012

Coisas giras das férias: Miguel



O Miguel ainda não diz grande coisa... o "AAAAHHHHHHH" é o som que mais gosta de emitir, mas também gosta de gritos, guinchos, "PAPAPAPAPAPAPAPA", "ÛÛÛÛÛÛÛÛHHHHH"... ao princípio é giro, mas ele tem um vozeirão tal que acaba por cansar. O giro nele são as manifestações de alegria e excitação quando vê algo de que gosta: o mar, a frutinha, os iogurtes ou, simplesmente, eu, o pai, um dos irmãos, um dos avós, uma das babes do toldo à nossa frente. E quando falo em babes falo em babes todas jeitosas, de 17/18 anos, que se deleitavam com o meu filho mais novo, num apelo óbvio do instinto maternal que começa a despontar. De tal maneira que, certa tarde num dos últimos dias, me abordaram com um "Podemos brincar com o Miguel?" Ao que eu respondi "Claro que podem!" enquanto pensei "Mais valia terem-me pedido isso no início das férias, sempre eram umas babysitters de graça que eu tinha tido para poder desfrutar com mais tranquilidade de alguns momentos de mar, sol e leitura. Já agora, tenho ali mais dois, mais crescidos, se também quiserem brincar com eles." E, enquanto elas davam gritinhos de alegria de "Ai, que lindo!", "Olha-me estes olhos!", "Ai, que simpático, ri-se todo!", "Chama aí a Maria para o ver!", "Chama o Ricardo (namorado da Maria)!", "Ai, eu quero ter um assim, com estas cores...!", etc, etc, ele distribuía sorrisos, festinhas na cara e simpatia. O Zé, de 4 anos, estava sentado a cerca de meio metro, a observar (e a captar também alguma atenção) e o João, de 6 anos, observava ao longe com ar sério e compenetrado. No fim, já em casa, quando perguntámos ao João qual era a mais gira disse: "A Loira!". Enfim... homens!!!

De resto, o Miguel também fez sucesso no caminho casa-praia, praia-casa. E porquê? Porque, para além de ser um bebé bonito, ia pendurado em mim no sling. E as pessoas paravam, olhavam para trás, davam um toque com o braço ao marido/mulher/filha e faziam um aceno com a cabeça na minha direcção, diziam em voz alta "Olha aquele bebé tão giro, naquela coisa que parece um saco!" E ele lá ia, todo contente (virado para a frente, que isso de ir virado para mim não dá para ele), a distribuir os seus sorrisos e a sua simpatia.

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