24 de outubro de 2013

Dia 1 de Dezembro: todos os caminhos vão dar ao Mercadito!!!!

Dia 1 de Dezembro de 2013: Faz um ano que aconteceu o primeiro grande evento de moda infantil em Portugal, pensado e organizado pela mãe e autora do Blog da Carlota, Fernanda Ferreira Velez. A Fernanda começou o blog porque desde cedo as pessoas lhe perguntavam onde comprava os conjuntos de roupa da filha, na altura bebé. A preferência da Fernanda por marcas nacionais, a maior parte delas pequenos negócios criados por outras mães empreendedoras, foi notória desde o início do blog e uns meses mais tarde tinha uma legião enorme de seguidores que absorviam cheios de interesse as peripécias da família e os últimos modelitos da Carlota. Na sua maioria mães, como a Fernanda, que procuravam inspiração para tornar os dias dos seus filhos mais coloridos e cheios de estilo. A Carlota rapidamente se tornou a bebé mais fashion das redes sociais e não é de admirar: o bom gosto da Fernanda e aquela carinha laroca de sorriso malandro e simpático da bebé conquistaram a blogosfera, o facebook, o instagram, etc, etc.

À esquerda, o sling da Carlota - da Maria Café, claro!

E foi aí que a Fernanda teve a ideia pioneira de criar uma venda onde reuniria todas as marcas da Carlota: O Mercadito da Carlota. O evento foi pensado com muito carinho, as marcas, todas portuguesas, foram contactadas e aderiram à iniciativa com entusiasmo. O cariz solidário tem estado presente nesta venda desde a primeira edição, em que as pessoas eram convidadas a levar brinquedos para serem distribuídos pelo projecto TASSE por crianças carenciadas. A iniciativa foi um sucesso, e a meio da tarde a árvore de Natal da entrada mal se via, tal era a quantidade de presentes que a rodeavam!

A Carlota no 1º Mercadito, a contemplar a Árvore de Natal.

O espaço escolhido para o primeiro Mercadito revelou-se pequeno para a enorme adesão, que ultrapassou em muito as expectativas. Por isso, nas edições seguintes os espaços escolhidos foram sendo sempre maiores, para permitir a passagem de pessoas e carrinhos de bebé sem problemas. E foram sendo sucessos também eles cada vez maiores, com uma enorme afluência de famílias inteiras, tanto em Lisboa como no Porto.

E no dia em que o Mercadito da Carlota faz um ano vai acontecer a 5ª edição desta iniciativa, desta vez num espaço cheio de charme e de história, o Museu da Carris em Lisboa. Este espaço é amplo e térreo, sem escadas, elevadores, degraus, patamares ou outros obstáculos à livre circulação de pessoas e carrinhos de bebé. Para ajudar, ainda tem estacionamento gratuito no interior do recinto.


É sem dúvida uma excelente escolha para o maior evento nacional de moda do universo infantil. Um evento que junta no mesmo espaço as marcas nacionais mais giras de roupa, acessórios, brinquedos e afins para bebé, criança, adolescente e, claro, também para as mães. Um evento que apoia a 100% tudo o que é 100% nacional (e bom), numa altura em que é importante apostar no que é feito e criado em Portugal. E é de louvar o empenho da Fernanda na divulgação e incentivo às marcas e criadores nacionais, uma aposta no que é original, autêntico e verdadeiro.

A Maria Café tem estado presente em todas as edições do Mercadito da Carlota e, claro, não irá faltar a mais esta. Com muitas novidades, não só nos padrões mas também nas peças e soluções de acessórios para mães e filhos. E, como sempre, com muita cor e alegria! Já falta pouco mais de um mês e vai ser de arromba!!! Vale a pena esperar...

Neste Natal, mais uma vez, vamos apostar no que é nacional e original!







A escolha do porta-bebé

Sou frequentemente abordada por pais ou futuros pais com questões sobre a escolha do porta-bebés ideal. A maioria gosta da ideia do sling e opta por essa solução, mas existem ainda muitas pessoas cépticas ou desorientadas em relação à melhor escolha para os seus bebés. 

Há alguns factores a ter em conta na escolha do porta-bebés, e se alguns dizem apenas respeito ao estilo e gosto de cada um, outros prendem-se com a segurança e o conforto do bebé e de quem o vai carregar. 

Antes de mais, é importante que o porta-bebés respeite a anatomia do bebé e de quem o usa e permita que o bebé seja transportado numa posição fisiológica. E o que é uma posição fisiológica? Imaginem-se numa cama de baloiço, presos pelas entrepernas e com as pernas penduradas. Se calhar durante uns momentos aguentavam, mas agora pensem que estariam nesta posição, a serem balançados, durante uma hora... duas horas... ao fim de algum tempo o desconforto seria difícil de aguentar. Assim são transportados os bebés na maioria dos marsúpios, apoiados nos genitais e com as pernas penduradas de lado. Ainda por cima, o bebé tem as articulações ainda em formação, e esta posição de pernas não favorece um desenvolvimento correcto da articulação da anca. O porta-bebés deve permitir que o bebé seja transportado com a anca na posição correcta e fisiológica, seja deitado em posição fetal, seja sentado com os joelhos ao nível ou acima da bacia - ou seja, realmente sentado e não pendurado. 



Alguns exemplos de porta-bebés que favorecem uma posição fisiológica:
- Pouch sling - deitado ou sentado, o bebé está confortável e com a anca na posição correcta. Pode ser usado desde o nascimento. Deve ser usado no tamanho correcto e a costura de finalização deve ser tripla e reforçada. Mais sobre o Pouch Sling aqui e aqui
- Sling de argolas - a grande diferença relativamente ao pouch é que tem mais pano e permite controlar o tamanho com as argolas. É importante saber se as argolas usadas na confecção são adequadas e aprovadas para a utilização no transporte de bebés. É necessário também certificar-se de que as costuras utilizadas na fixação das argolas são suficientemente resistentes e reforçadas. A sua colocação e regulação é um pouco mais complicada do que a do Pouch.
- Pano, wrap, etc - são atados à volta do corpo da mãe e do bebé. A sua colocação é mais complicada, pelo que é necessário certificar-se de que sabe usar o pano correctamente. Em termos de posições é o mais versátil, mas é também o mais difícil de colocar.
- Mei tai - é colocado como uma mochila e as alças são atadas à volta do corpo da mãe. Pode ser usado apenas na posição sentado, na vertical. É ideal para crianças mais crescidas que já não entram bem no sling.
- Mochila ergonómica - está entre o Mei Tai e o marsúpio. Por um lado é mais estruturada e acolchoada que o Mei Tai, assemelhando-se por isso ao marsúpio. Mas a saída das pernas do bebé é para os lados e não para baixo, permitindo que ande sentado e não pendurado como no marsúpio tradicional. 

Pessoalmente acho que os três primeiros da lista são os mais adequados para a utilização com recém-nascidos, visto que permitem a utilização na posição de berço ou deitado (como quando o bebé está deitado ao colo a mamar, por exemplo). Faz-me confusão ver bebés em posição vertical nos porta-bebés porque existe um risco maior de a coluna não estar bem apoiada, por má utilização. Por isso, se o Pouch sling e o Sling de argolas podem ser usados tranquilamente desde o primeiro dia até aos 3/4 anos, o Mei Tai e a Mochila ergonómica são utilizáveis desde que a criança começa a segurar a cabeça e demonstra alguma tonicidade muscular até aos 4/5 anos. O pano é transversal, pode ser usado desde o nascimento até serem maiorzinhos, mas é mais complexo. No entanto, a partir de certa idade as crianças querem andar mais é no chão, pelo seu pé, pelo que a utilização de um porta-bebés deixa de fazer sentido na maioria das ocasiões.

A ideia que prevalece na comunidade de babywearing (que se pode traduzir para português como "vestir" ou "usar o bebé"), especialmente nos EUA onde existe mais informação sobre esta prática, é de que quanto mais simples for o porta-bebés, melhor... o importante é que o porta-bebés favoreça o contacto e a interacção entre mãe (ou cuidador) e bebé, de forma segura, prática e fisiológica, para conforto de ambos. 

Relativamente ao material usado na confecção do porta-bebés, especialmente se for para transportar recém-nascidos, este deve ser o mais natural possível. A utilização de tecidos 100% naturais (algodão ou linho) favorece não só a transpirabilidade e respirabilidade do porta-bebés mas também minimiza os riscos de alergias por contacto com fibras sintéticas. Quando é muito pequenino, o bebé fica totalmente dentro do sling, daí que a transpirabilidade dos tecidos (interior e exterior) seja um factor importante. Mesmo mais tarde, quando anda sentado, é importante que os tecidos sejam frescos, pelo que as fibras sintéticas (mesmo misturadas com algodão) devem ser evitadas.



Numa das vendas em que participei apareceu uma senhora a ver os meus slings com algum interesse. Pensei que tivesse interesse para um neto, mas a certa altura ela sorriu-me e disse-me: "Sabe, eu sou pediatra e tenho vontade de bater nas minhas mães quando me aparecem no consultório com os bebés pendurados nos marsúpios. Digo-lhes sempre que o sling é o ideal para transportar os bebés, e tenho pena que não tenha maior adesão em Portugal. Continue com o seu trabalho!" Estas palavras de encorajamento ficaram-me gravadas na memória, achei uma graça ela ter-me dito isto. 

De facto, quando o meu filho mais velho nasceu emprestaram-me um marsúpio, que eu usei 2 vezes e desisti... e morava num 3º andar sem elevador, mas ainda assim preferia subir e descer com o ovinho pendurado no braço do que com o bebé no marsúpio!






21 de outubro de 2013

Estou fora de mim...

No espaço de uma semana inaugurei o meu novo espaço e atingi 40.000 likes no Facebook. Se há 5 anos e meio, quando comecei a dar os primeiros pontos na Maria Café, me dissessem que ia chegar aqui eu dificilmente iria acreditar. Mas é mesmo verdade!



No fim de semana passado apresentei ao público o novo espaço onde trabalho e onde tenho as minhas coisinhas. Em breve faço um post sobre isso, com fotos e pormenores, mas posso dizer-vos que foi um orgulho enorme dar este passo - que já era urgente, tal era o caos no espaço (cada vez maior) que fui conquistando no sótão de casa.


E na madrugada de 4ª para 5ª feira ultrapassei os 40.000 likes na página do facebook... 40.000 pessoas gostam do que eu faço e vou mostrando naquele espaço, o que é algo que sai fora do sonho mais mirabolante que tinha quando iniciei este projecto. Não é que eu não acredite em mim, nada disso! Sou optimista por natureza, se ponho uma coisa na cabeça não descanso enquanto não a ponho em prática e adoro aquilo que faço. Mas a Maria Café sou só eu, a Inês... não há uma empresa por trás de mim a injectar capital (sou empresária em nome individual). Tenho algumas ajudas importantíssimas, é verdade - a minha cunhada e a minha mãe nas costuras, o meu marido na imagem e design de comunicação, os meus sobrinhos que vão organizar-me os retalhos... mas quem gere o site e a página de facebook, quem escolhe e cria as combinações de tecidos, quem procura e concebe novas peças, quem fotografa o que vai fazendo e trata as fotografias, quem escolhe os eventos e feiras em que a Maria Café participa e quem faz esses eventos (com ajuda sempre que possível), etc, etc... sou eu! E há 40.000 pessoas a gostar do que eu faço...

Só tenho uma palavra para cada um destes (agora) 40.392 seguidores: OBRIGADA!!!!

20 de outubro de 2013

Os pais e a tortura do sono

Há uns dias li este artigo de uma mãe sobre o difícil que é aguentar as noites mal dormidas por causa dos filhos. Identifiquei-me com quase tudo o que ela disse, embora nesta altura (espero eu) a fase das más noites pareça estar a passar aqui por casa. Mas a privação de sono é algo que me afecta a um nível tal que me deixa quase incapacitada... especialmente se for regular.

Dos meus três filhos, o Miguel tem sido o mais difícil para adormecer. Mesmo depois de adormecer, tem o sono leve. Não só em bebé de leite, ainda hoje é assim. Tirámo-lo do quarto dos irmãos ainda pequenino porque acordava com frequência a chorar e acordava-os. Durante meses adormecia na sala connosco e só o deitávamos já a dormir profundamente. E quando nos íamos deitar era certinho que o seu sensor dava o alerta e desatava a chorar. De tal maneira que não ficava na cama por nada, por isso acabei por passar muitas noites em claro com ele na sala... e os dias eram difíceis, porque a noite mal dormida deixava mossa e o cansaço ia-se acumulando. E a paciência, especialmente ao final do dia, era pouca, muito pouca, o que com três filhos é difícil de gerir.

Até que decidimos que tínhamos mesmo de o ensinar a adormecer na cama dele, a dormir a noite toda e a deixar-nos descansar. O Miguel precisava de dormir e nós também, para bem do funcionamento familiar! Ainda li algumas coisas, por exemplo artigos sobre o método estivil e opiniões em blogs e grupos do facebook. Ao princípio achei absurdo, depois percebi que não era bem o que se dizia e resolvi experimentar. Não resultou, porque ele ficava enervado por o deixarmos sozinho e de cada vez que lá íamos piorava mais um bocado. Não consegui, e ainda bem! E então resolvi adaptar o método segundo o que o instinto me dizia. Deitávamo-lo na cama, ele chorava, e um de nós ficava ao lado dele, sem lhe pegar, até ele adormecer. Ia choramingando, mas via que estava ali alguém ao lado dele e acabava por se calar e dormir. Continuou a acordar durante a noite, mas normalmente uma festinha e pôr a chucha eram suficientes. Até que se habituou à cama, quando acordava a meio da noite parecia que sentia que era ali que tinha adormecido por isso voltava a adormecer.

Às tantas resolvemos voltar a pô-lo a dormir com os irmãos, já que o que ele queria era companhia para adormecer. Ao princípio resultou, depois deixou de resultar e lá tivemos de passar a ficar um de nós sentado ao lado dele até adormecer. Depois até isto deixou de resultar, de modo que passámos a deixá-lo chorar e chamar, com os irmãos ao lado a tentar adormecer ou já a dormir, nunca sozinho. Aos poucos vai espaçando o choro e acaba por adormecer. Parece cruel, mas a verdade é que se um de nós lá vai só piora porque ele chora mais ainda. Agora é assim que funciona: vão todos para a cama, ele diz que não e fica a choramingar, vai chamando por nós mas acaba por ser o primeiro a adormecer. Os bebés precisam de rotina para se sentirem seguros... o meu bebé precisa de chorar um bocadinho para adormecer, é a rotina dele.

Moral da história: não há um método infalível para ensinar os bebés a dormir. Não sou adepta do adormecer ao colo, embora com o Zé esse tenha sido o método que melhor resultou. Coitadinhas das minhas costas, na altura! Com o Miguel o colo não resulta, nunca resultou! O Miguel tem de estar sozinho, sem mimos, sem toque... com alguém perto, sim, mas nunca enroscado no colinho, ele não gosta. Também não consigo deixá-los chorar até adormecerem a soluçar, parte-me o coração. Quando deixo o Miguel chorar, se vejo que ele não começa a espaçar o choro acabo por ir buscá-lo ou dou-lhe leite ou fico com ele até acalmar, mas não o deixo chorar até à exaustão.

Até com o mesmo bebé uma estratégia pode resultar durante algum tempo e de repente deixar de resultar. Aconteceu isso com o Miguel várias vezes, por isso tivemos de mudar de estratégia. Neste momento resulta assim, e até tem dormido a noite toda. Quando choraminga a meio da noite não vamos lá a não ser que seja obvio que não se vai calar e adormecer. Porque se choraminga e vamos lá é certinho que não conseguimos sair sem ele ao colo. E aí a noite fica estragada para um de nós, claro! Espero que continue a resultar, até porque ele vai fazer 2 anos e vai deixar de ser (pelo menos oficialmente) um bebé... é normal que comece a deixar de fazer estas birras, acho eu, espero eu! Não sei se vamos ter de inventar mais alguma estratégia para o ajudar (e a nós) a dormir bem, mas se tiver de ser será. Haja imaginação...

Rejeito totalmente a ideia de que os pais que se queixam porque os filhos não dormem não passam de adultos egoístas que não percebem que se os filhos estão acordados é porque não precisam de dormir e que têm mais é de aguentar e cumprir a sua função de pais, sejam os bebés fáceis ou difíceis de adormecer. Mas já li esta teoria algures: nós somos os adultos, por isso temos de nos aguentar e estar lá para o bebé, queira ele dormir ou estar acordado, ao colo ou deitado em cima de nós, a puxar-nos o cabelo ou a dar-nos pontapés. Acho absurdo e pouco saudável, tanto para o bebé como para os pais. Para o bebé são evidentes as vantagens de dormir bem. Pais mal dormidos e cansados não só são menos produtivos, mas principalmente têm muito menos paciência para os filhos, para brincar com eles, para conversar e conviver enquanto estes estão acordados. E a família sai prejudicada.

Também sei que há crianças que não cedem a métodos, rotinas ou estratégias. A minha solidariedade está com esses pais, porque se me queixo que o meu filho é difícil para dormir, sei que sou uma sortuda ao pé de outros pais que conheço. Que desde que são pais não dormem uma noite seguida... isso sim, é tortura continuada, que cansa e desgasta. A esses pais aconselho que contactem um especialista no sono dos bebés. Nunca experimentei, mas os testemunhos que tenho lido são muito positivos. Conheço (apenas de nome) a Carolina Albino, de quem li maravilhas, e a Sleepy Time, ambas em Lisboa.

19 de outubro de 2013

O novo elemento da equipe Maria Café

A minha equipe de costura ganhou recentemente um novo elemento. É verdade, sucumbi à Pfaff Passport 2.0 que tinha debaixo de olho e estou maravilhada.



Esta máquina é um complemento das duas Pfaff que já tinha: a Pfaff Select 3.0  e a Pfaff Creative 2.0. Vem cobrir algumas falhas da Select 3.0, que é mecânica e por isso menos confortável de usar, mas não a substitui. A verdade é que para costuras grossas, com muitas camadas, a Select é imbatível! E também vem ajudar-me nos workshops de costura que planeio começar muito em breve no atelier.

Surpreendentemente, há coisas em que a Passport se porta melhor até do que a Creative, que é totalmente electrónica e muito fiável. Por exemplo, a coser em tecidos laminados (plastificados)... Qualquer pessoa que já tenha costurado laminados na máquina passou pela experiência de o tecido colar no pé e na base, de os dentes não conseguirem puxar o tecido e de a costura ficar um desastre. É desesperante, mas há alguns truques para dar a volta à situação, como usar um pé especial para laminados, colocar creme ou óleo de máquina no pé e no prato, ou outros. No entanto, mesmo com estes truques, quando vou costurar laminados tenho de respirar fundo e quase beber um chá calmante: nunca é fácil, nunca sai bem à primeira, é uma tarefa no mínimo traiçoeira e tenho de estar muito concentrada e alerta. 

E foi aqui que a Passport começou a surpreender-me: cose lindamente os laminados! É fantástica! Sempre que tenho de coser laminados, lá vou eu para a Passport e tudo corre sobre rodas. Tenho de estar atenta, ajudar e ir puxando cuidadosamente o tecido, é verdade... mas corre melhor do que nas outras! 

Até agora, depois de um mês a usar a Pfaff Passport 2.0, estou extremamente satisfeita. Foi uma excelente aquisição para a equipa Maria Café, sem dúvida!

14 de outubro de 2013

Mercadito da Carlota - Porto

Já foi há uma semana, mas ainda não tive tempo para escrever umas linhas sobre o último Mercadito da Carlota, desta vez novamente no Porto. Esta 4ª edição do evento mais giro de Portugal no que toca a moda infantil e para mães foi mais um sucesso, com mais de 5.000 pessoas a visitar o espaço no Hotel Sheraton do Porto. A decoração, pela Motini estava linda, as marcas lindas que a Fernanda juntou mais uma vez levaram as suas colecções de Outono Inverno, todas elas fantásticas e cheias de estilo. E mais uma vez este evento ficou marcado pelo seu cariz solidário, revertendo os bens doados para a Associação Novo Futuro.

Para a Maria Café foi um dia em cheio, muito cansativo porque fui sozinha, mas muito compensador. É sempre maravilhoso ouvir o feedback das pessoas que vão passando na minha mesa, as que são clientes (cada vez mais), as que já conhecem e querem ver ao vivo, as que compram mais uma ou outra peça para complementar o que já têm e as cépticas, que não conhecem bem esta coisa de transportar os bebés dentro de um saco de pano mas que acabam por sair de lá com uma ideia completamente diferente.

Achei muito giro ver pais a quererem experimentar e a quererem comprar um sling que desse para eles também. Há cada vez mais homens a usar o sling com orgulho e sem preconceito, e eu acho isso lindo. A ideia de que o sling é para a mãe, e homem que é homem usa marsúpio está cada vez mais ultrapassada. E ainda bem... um homem seguro de si não tem preconceitos e se for preciso até usa um sling com flores! Até o pai Maria Café mais famoso passou por lá, muito orgulhoso com o seu sling preto regulável.



Mais uma vez a cor foi o que mais sobressaiu na mesa da Maria Café, e a "reclamação" mais frequente foi: "tem tecidos tão lindos que fica muito difícil escolher". Mas as escolhas foram sendo feitas e na parte da tarde, como é costume, já começavam a haver poucas peças de alguns modelos.

Como fui sozinha para o Porto aproveitei para ficar até segunda feira e fazer algumas visitas a lojas e fornecedores de tecidos. A Maria Café está num momento de viragem, numa fase muito importante de crescimento. E para mim é importantíssimo encontrar soluções de qualidade, diferentes e originais, se possível de fabrico nacional. A estadia no Porto serviu também para este objectivo, e foi com entusiasmo que consegui chegar a alguns contactos importantes no mercado (para mim ainda meio desconhecido) da distribuição têxtil. Aproveitei ainda para dar um saltinho ao Armazém dos Linhos, de onde saí carregadinha de Chitas de Alcobaça lindíssimas e cheia de vontade de voltar (ou de me perder na loja online).

O próximo Mercadito será em Lisboa, no Museu da Carris, no dia 1 de Dezembro. Lá vos espero, com a "banca da cor" e com muitas novidades.

Sigam a Maria Café aqui.




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