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15 de agosto de 2012

Balanço de férias - I

Quase duas semanas de praia... praia de manhã, almoço, sesta (para alguns), praia à tarde, banhos, jantar, cafézinho e caipirinha para uns, carrinhos de choque para outros. É uma rotina que não me cansa, a bem da verdade. Era capaz de me habituar a isto...


Como eu, o João, meu filho mais velho, era capaz de se habituar a viver na praia! O rapaz passou tanto tempo dentro de água, estivesse ela fria ou quente, com ondas ou mar chão, maré cheia ou maré vazia, que cheguei a ter medo que ficasse com infiltrações nos ossos ou que lhe crescessem barbatanas entre os dedos. Mas não, isso não aconteceu. De manhã, se não acordava por ele, bastava eu murmurar-lhe ao ouvido "vamos para a praia?" que em 5 minutos estava prontinho, pequeno almoço tomado, fato de banho vestido, à porta de casa. E o bronze? Mesmo com creme factor 50+ e vários "vai para a sombra, põe o boné!", o rapaz está com um bronze invejável. Nunca ficou nem um bocadinho vermelho, foi sempre carregando aquele tom castanho lindo.


O Zé já é outra história... acordá-lo de manhã era um castigo. Tínhamos literalmente que o levantar e pô-lo em pé porque ele dizia, dengoso: "esta cama é muito quentinha, eu não conxigo me levantar...". Com 4 anos e meio ia de carrinho para a praia (1km da porta de casa até ao nosso toldo) porque a meio caminho dizia que não conseguia andar mais... mas enfim, o carrinho até dava jeito para pendurar o sacão com as toalhas e tralhas todas. Chegava à praia e evitava ir à beira-mar com medo que o obrigássemos a tomar banho (não fazemos isso, claro!) e ao fim de menos de uma semana já dizia, enfadado: "mas quando é que vamos embora do Ógarve? Eu já estou farto!" Enfim... nos últimos dias o mar pôs-se quente e "chão", com ondas pequeninas que não rebentam, e o rapaz descobriu as delícias dos banhos prolongados, dos mergulhos, de boiar nas ondas ("com baxadeias"). Também ele está com um tom douradinho, menos bronzeado porque tem um fototipo mais claro, mas sempre muito protegido do sol.



O Miguel é outro patinho, como o João. Pelo menos nesta idade. Adorava estar sentadinho à beira-mar e quando as ondas teimavam em não chegar a ele punha-se a refilar e a chamá-las. Os outros faziam piscininhas para ele se molhar e ele delirava. Até dentro de água, ao colo, ria-se nervoso à medida que eu o ia molhando e, se nos primeiros dias se agarrava a mim de unhas cravadas, no fim já ficava só agarrado pelos braços a bater os pézinhos todo contente. O dormir é que foi um bocadinho dramático... as sestas eram uma questão de sorte, ou pegava a dormir 3 horas seguidas ou então nem pregava olho. À noite adormecia logo a seguir ao jantar, mas várias vezes acordava passado um bocado e era um vê se te avias para o pôr a dormir quando nos íamos deitar. Estranhou a cama, a casa, a rotina... andou de colo em colo porque "coitadinho, já está há tanto tempo no ovinho..." e não tinha grande alternativa porque não gatinha e se o sentamos no chão acaba por cair de cabeça, se o deitamos num tapete rebola até chegar onde não deve.




O regresso, que antecipámos dois dias por causa do trabalho, foi uma alegria para eles: voltar aos brinquedos deles, à caminha "super-confortável" (lá dormiam em colchões de espuma no chão), aos confortos da nossa casinha! Chegámos à noite e a carinha do João, quando se deitou na cama, dizia tudo: as férias foram boas, mas agora estou feliz! No dia a seguir, quando se levantou, chegou à cozinha e disse-me: "Ai, mãe... estou tão contente que nem sei com que brinquedo vou brincar primeiro!"

7 de julho de 2012

Caiu!

O primeiro dente de leite caiu... finalmente vamos ter a visita da Fada dos Dentes! Vai ser uma fada poupadinha, mas vai fazer-nos uma visita.



Ele está tãããão contente!!!

6 de julho de 2012

Dos dentes de leite... uns a nascer, outros a cair

Cá em casa andamos numa fase de dentes de leite. Ao mais novo começaram a nascer os primeiros há uma semana. O mais velho finalmente tem o primeiro dente de leite a abanar, ele que anseia pela queda do primeiro dente há coisa de 2 anos! Para ele é tipo um marco histórico, um momento de viragem em que deixa de ser a criança do Jardim Infantil e passa a ser o menino da primária!

Parte má 1: noites mal dormidas aqui e ali, cada vez que um dente novo tenta romper a gengiva. Mesmo assim não tem sido péssimo...



Parte má 2: o meu Joãozinho vai deixar de ter aquele ar infantil, com a boquinha e os dentinhos pequeninos e vai passar para aquela fase horrível do sorriso esburacado e das favolas amarelas e desproporcionais a nascer! Será que é desta que ele vai ficar feio? Duvido...




1 de julho de 2012

Ganhei um passatempo... :-)

Isto já não me acontecia há uns anitos... até porque para ganhar convém participar. É como queixar-me que não me sai o Euromilhões e nem sequer jogar!

Há uns 10 anos atrás (xiiiinapááá, isto de falar em décadas cansa) participei num passatempo da Central de Cervejas com uma frase, a propósito dos 150 anos da Água do Luso. Os requisitos eram escrever uma frase com "150 anos" e "Luso" e enviar juntamente com 4 rótulos de Água do Luso e o prémio era uma semana num SPA de luxo na Tailândia. Eu nem gostava de água do Luso, mas fiz o sacrifício e comprei 4 garrafas. A frase que escrevi (só enviei esta) foi: "70% do nosso corpo é água, 150 anos da nossa história é Luso". Apesar do óbvio erro de concordância do sujeito com o verbo na segunda parte da frase - levei na cabeça do copy da agência onde trabalhava na altura, mas mesmo assim enviei a frase - ganhei! No dia em que me ligaram a dizer que tinha ganho ia tendo um piripaque, comecei a hiperventilar, fiquei muito branca, tive de me sentar com a cabeça entre os joelhos para não cair para o lado. Tiveram de me ligar outra vez! Mas recuperei a tempo da viagem, que foi um espectáculo. Ficou para a história!



Na altura participava em muitos passatempos, mas em versão "papel" - passatempos de revistas, de ponto de venda, etc - e ganhei mais algumas coisas, mas nada tão importante como esta viagem, é certo.

Aqui há umas semanas participei neste passatempo do blog Cocó na Fralda com umas quadras que me saíram do teclado entre a birra de um, o mau feitio do outro e a pápa do mais novo. Não pensei muito mais no assunto. Há bocado estava a fazer scrolling no Cocó na Fralda à procura de um post sobre o livro quando o meu nome se cruzou com os meus olhos. Parei, voltei atrás e li: ganhei o passatempo com as ditas quadras. Que saudades que eu tinha de ganhar um passatempo!!!




21 de maio de 2012

4 Anos...

Ontem o meu Zézito fez 4 anos. Foi inspirada por ele que me meti nesta coisa dos slings, por isso considero que foi com ele que nasceu a Maria Café. Comprei a minha primeira máquina de costura ainda grávida, fiz os primeiros slings no final da gravidez e foi ele que os estreou!



Por isso, parabéns Zé Maria! Parabéns Maria Café!

13 de maio de 2012

Baby look, agora com protagonista

O dia não esteve solarengo, mas esteve um bafo bem quente. Por isso deu para uns mergulhos na piscina (no meu caso apenas um) e para mostrar alguma pele. O nanico adorou ter as perninhas ao léu e ficou giríssimo de jardineiras:


Como ainda não se senta foi complicado tirar fotografias em que se visse a indumentária toda. Mas uma coisa é certa: as jardineiras são tamanho 12-18 mas ficam-lhe muito bem. Têm espaço para crescer, sem ficar demasiado grandes. Um sucesso!

Os manos também tiveram direito ao polo verde e fizemos algumas fotos do trio. Uma das mais giras:


Gosto mesmo muito de os vestir todos de igual.

11 de maio de 2012

Baby "early summer" Look

Parece que de repente passámos do Inverno chuvoso para um verão abafador! Num dia andei de botas, no dia seguinte passei directamente para as sandálias (adoro ambas, mas já sinto saudades de andar de pé ao léu!). E o meu bolinha de 6 meses finalmente andou de perninha gorda ao ar, largou os collans de um dia para o outro e pareceu gostar!

Seguindo o exemplo (que adoro) do Blog da Carlota, hoje vou mostrar-vos o baby look que (espero) vou vestir ao Miguel no fim de semana. E vou mostrá-lo por várias razões:

- Primeiro porque é lindo! As mães de rapazes sabem bem o chato que é comprar roupa para os miúdos. Entra-se numa loja de criança e 3 paredes estão cheias de vestidinhos e folhinhos e ao fundo há uma prateleira com meia dúzia de peças para rapaz. Boring! Mas é muito económico, não duvidem!

- Depois porque é uma toilette oferecida pela avó pelos 6 meses. Acrescento que a avó comprou o tamanho 6-9 (com toda a lógica) mas eu tive de trocar pelo 12-18 porque o rapaz está alto e espadaúdo e as jardineiras iam dar para uns 15 dias...

- Ainda porque, como terceiro rapaz, é rara a toilette que este meu filho estreia no verdadeiro sentido da palavra. Praticamente tudo o que veste foi herdado dos irmãos, as poucas peças que tem novas foram oferecidas ou fui eu que me obriguei a comprar-lhe qualquer coisa (tadinho...) e como tal uma toilette destas, ainda por cima gira, é digna de registo.

- E por fim porque consegui arranjar os pólos iguais para os outros dois e eu ADORO vestir todos de igual! Raríssimo conseguir roupa igual para bebé e mais crescidos (na categoria da roupa comprável, vá...) e quando apanho destas oportunidades só não as aproveito se não puder mesmo!

Portanto, o baby look de sábado vai ser este...


As jardineiras de ganga e o pólo são da Zara. Acho que o gordo vai ficar um mimo, com as pernocas à mostra e mangas curtas. Também se vai estrear (fora da barriga) no nosso oásis de Santarém e espero tirar-lhe muitas e boas fotos à sombra da palmeira, sozinho e com os manos. Depois mostro...

5 de maio de 2012

São parte do meu ser...

Já não sou a Inês... sou a mãe do João, do José e do Miguel. 

Há 6 anos e meio a minha vida mudou para sempre, com o nascimento do meu filho mais velho, o João. É uma criança doce, aparentemente tranquila mas que de vez em quando quase explode de tanta contenção. Um feitio maravilhoso à superfície, um  turbilhão interior de emoções que é preciso espicaçar de vez em quando para não dar para o torto. 

Dois anos e meio depois veio o Zé Maria, "o do meio" como eu. É o engraçadinho, o palhaço da família. Querem rir-se um bocadinho? É pô-lo no meio da sala a dar espectáculo! Nele as emoções são mais óbvias, vai do choro/zanga ao riso num piscar de olhos. 

Três anos e meio mais tarde chegou o Miguel. Um Nenuco para os irmãos, delicia-se com eles e eles com ele. Com 6 meses parece que quer brincar às cambalhotas e às lutas como eles, tal é a forma como se agita na espreguiçadeira quando os vê na coboiada. De feitio parece doce e mimoso mas também muito determinado! Quando tem fome tem fome, mas só come o que lhe apetece! 




Três filhos, três partos completamente diferentes, três feitios que se complementam e que prevejo que venham a ser de grandes companheiros.

Acho engraçadas as reacções que apanho das pessoas que passam por mim quando ando com os três ou quando digo que para além do bebé tenho mais dois rapazes. Da surpresa à pena ("ai, coitadinha... nos dias que correm!"), passando pela piadinha do "anda à procura da menina", já ouvi de tudo um pouco...    Mas é impressionante como é tão fora do normal um casal ter três filhos... eu tenho dois irmãos e cresci numa família com muitos tios e primos, por isso acho normalíssimo. Dá trabalho? Claro que dá... às vezes dão-nos cabo da cabeça e apetece voltar ao tempo em que fazíamos a vida que queríamos sem pensar onde é que deixamos as crianças, se os levamos connosco, se podemos comprar isto ou aquilo, etc. Mas compensa muito! Enchem-nos a casa, o coração e, com frequência, a paciência!




27 de abril de 2012

Socorro! Sou mãe...

Quantas de nós, mães, não demos já por nós com vontade de dar um grito de SOCORRO! perante algumas situações que este nosso estatuto (de mãe) nos coloca? Não me interpretem mal, ser mãe é maravilhoso. Sou-o vezes três e amo cada um dos meus filhos de uma forma tão intensa que às vezes parece que me vai saltar o coração de dentro do peito.

Todo o processo pelo qual uma mulher passa até se tornar Mãe - desde o sonho de menina até ao momento do parto, passando pelos planos (ou não...) do casal, pelo teste positivo, os enjôos, as ecografias e os primeiros pontapés durante a gravidez - está envolto numa bruma de mistério, magia e beleza edílica. Desde pequeninas sonhamos com o dia em que vamos pegar no nosso bebé pela primeira vez, e vamos treinando com as bonecas esse momento e os momentos seguintes da maternidade, imaginando-os mágicos, maravilhosos. E são-no, de facto! O segundo em que o bebé sai de dentro de nós, a primeira vez que os nossos olhos se cruzam com os dele, são de facto momentos únicos (com alguma dôr, por vezes) que nos ficam na memória para sempre. A partir desse momento deixámos de ser a Inês, a Maria, a Francisca, etc, e passámos a ser a Mãe de alguém. E durante dois dias estamos ali, na maternidade, totalmente concentradas neste nosso novo estatuto e neste pequeno ser, a conhecer cada pormenor do seu rosto e do seu corpo, a satisfazer cada uma das suas necessidades como só nós podemos fazer.



Depois chegamos a casa. Pela primeira vez entramos no nosso lar como mãe orgulhosa de um bebé que é tudo para nós. E, de repente, estamos sozinhas, sem médicos e enfermeiras à distância de uma campainha para nos explicarem porque é que o bebé chora, para nos ajudarem com as dúvidas que nos surgem a cada momento, com a subida de leite, para nos dizerem o que é e o que não é normal. Sozinhas com um bebé totalmente indefeso e que precisa de nós para tudo: para se alimentar, para se confortar, para se manter limpo... para se manter vivo! E isso é ASSUSTADOR! Tão assustador que me lembro, nos primeiros meses do meu filho mais velho, de chorar simplesmente porque tinha medo que lhe acontecesse alguma coisa de mal. E é nessa altura que nos dá vontade de gritar: "Socorro! Sou mãe...!"

As primeiras semanas de vida do bebé são um misto de alegria e preocupação, de esperança e desalento, de certezas e incertezas e de sentimentos completamente contraditórios que nos deixam literalmente de rastos. Nunca estamos verdadeiramente preparadas para o primeiro mês do nosso bebé... nem mesmo na terceira viagem (falo por mim)! Parece que o mundo nos vai cair em cima, que nunca mais vamos conseguir tomar banho ou dormir mais de 2 hora seguidas ou ter vida social...

No seu livro "Socorro! Sou mãe..." a Rita Ferro Alvim desmistifica esse primeiro mês, explica que os sentimentos contraditórios são normais, que tudo isso passa ao fim de algum tempo e dá dicas preciosas para a nossa sobrevivência como mães recentes. Temas como a amamentação, as cólicas, as rotinas do bebé, etc, são abordados de uma forma clara, com uma leveza e humor que nos dão a autoconfiança essencial para tomar as decisões certas. Uma das coisas que retive da leitura deste livro (no primeiro mês do meu terceiro filho) foi que devemos confiar no nosso instinto. Porque vamos ouvir opiniões, conselhos e remédios milagrosos vindos de todo o lado. Frequentemente contraditórios, às vezes disparatados. Muitas vezes baseados em sabedoria popular, nas coisas que as nossas avós faziam e que se calhar até resultavam, como usar um pézinho de salsa com azeite quente para estimular o bebé a soltar gazes, para resolver o problema das cólicas (obrigada, Avó São!). Que jeito me teria dado ter lido este livro há 7 anos atrás, quando cheguei a casa com o primeiro...



Como gosto de partilhar aquilo que me ajudou com as outras mães que por aí andam, a Maria Café está a oferecer um exemplar do Socorro! Sou mãe... veja aqui como participar, faça "like" aqui e participe aqui. É até dia 6, o nosso grande Dia!



E depois da gravidez: voltar ao peso normal!


Tive o meu terceiro filho há 6 meses. Durante a gravidez engordei mais ou menos o mesmo que dos outros (uns 15 kgs), mas parti de um peso muito bom, estava magríssima: 55 kgs. Agora estou quase com o peso que tinha antes, faltam 2,5 a 3 kgs. Irrita-me que um dia subo para a balança e dá-me 57,5 kgs, no dia a seguir dá 57kgs, e na volta no dia seguinte dá 58 kgs. "Eles" bem dizem para não nos pesarmos todos os dias, mas a tentação é grande...

Enfim, como sei que todas nós andamos atrás do nosso peso normal, de preferência antes de termos de nos enfiar dentro do fato de banho/biquini, vou partilhar convosco o que estou a fazer e que está a resultar - há dois meses pesava mais 5 kgs e havia um excesso de Inês à volta do abdomen que hoje não é tão evidente.

Em primeiro lugar: exercício = zero! Devia fazer, eu sei... tenho uma máquina optima para fazer exercício, uma bicicleta elíptica. Mas nem é não ter tempo, é não ter vagar. Quando tenho tempo arranjo sempre algo mais agradável para fazer, algo que não inclua ficar sem fôlego e sem sensibilidade nas pernas. E não estou a falar de sacanagem, que, by the way, também gasta calorias...


O que me mexo durante o dia inclui e não se limita a: levantamento de pesos - neste momento, aos 6 meses, vai prái nos 9  kgs, não é mau -, caminhadas - normalmente a empurrar o carrinho de compras e com os 9 kgs no sling, que também ajuda -, step - trabalho no andar de cima da casa, por isso ando sempre escada-acima escada-abaixo -, ginástica localizada - estender roupa, cozinhar - e aeróbica - aspirar a casa. E faço disto (não todas as modalidades), em média, 7 vezes por semana :-). Mas tenciono começar a fazer algo mais a sério, embora não mais do que dar mais uso à elíptica e fazer umas caminhadas como deve ser com o bebé no sling. Tenciono, não prometo!

De resto, a dieta... a dieta que faço é muito simples e custa ao início mas depois o organismo habitua-se. Foi aconselhada por um nutricionista, por isso não estou a fazer nenhum disparate.

Vejamos:


Pequeno almoço normal - pão com manteiga - magra... not! - e leite com café - vá lá, substituí o açúcar por adoçante, mas agora diz que o aspartame faz mal. Comprei um frasco de Canderel Green, que não tem aspartame mas por outro lado deixa tudo intragável. Não sei o que fazer, se alguém tiver sugestões agradeço;

Almoço - carne (de preferência branca) ou peixe cozinhado de qualquer maneira mas sem gorduras ou molhos adicionados e com salada ou vegetais cozinhados. Opto muitas vezes por uma salada com queijo fresco, tomate e presunto sem gordura, temperada apenas com azeite. ADORO! Ou então faço uma omelete de qualquer coisa e como com vegetais ou salada. Há que ter imaginação, como estou em casa tenho alguma liberdade.

Jantar - Sopa! Só sopa!... Desde 27 de Fevereiro que, salvo raras excepções, só como sopa ao jantar. Sem batata. É courgete, abóbora, cenoura (ups, diz que engorda mas não quero saber), cebola e um vegetal tipo agrião, alho francês, feijão verde, alface, etc. Tb ponho couve flor ou bróculos na base às vezes. Sim, tou farta de sopa, fico verde só de olhar para ela e salivo quando vejo o jantar (douradinhos e outras iguarias que nunca apreciei) dos meus filhos.


Regra principal: nunca estar mais de 2 horas sem comer. Por isso, nos intervalos vou fazendo lanches compostos por: croissants, palmiers, chocolates... népia! Tou a brincar! Os lanches são compostos por um ioguerte magro ou uma fruta com uma bolacha maria ou um queijo fresco, and so on. Mesmo que não tenha fome, como! A ideia é antecipar a fome para não fazer asneira. Na realidade cheguei a um ponto em que se comer de 2 em 2 horas fico literalmente embuchada, por isso alarguei um bocadinho o intervalo. Mas ao princípio cumpria rigorosamente as 2 horas. Pus um alarme no telemóvel e tudo. Pi-pi-pi: toca a comer!


Regra principal nº 2: Água! Quando tenho sede bebo água. Quando não tenho sede bebo água. Mais uma vez, alarme no telemóvel! Beber no mínimo 2 litros de água por dia Ao princípio não tinha sede, agora é tipo vício, tenho sempre sede. Ah, e não beber água durante a refeição nem na meia hora seguinte. Imediatamente antes pode ser. Não sei porquê... mas também nunca fui de beber água às refeições por isso não me custa.

Regra principal nº3: Fazer asneira um dia por semana. Confesso que ao início a coisa era tão séria para mim que nem uma vez por semana fazia asneira. Agora vou fazendo, até demais. Mas a vida social não tem ajudado... Páscoa, aniversários, etc. Por isso é que o peso estagnou, preciso de um novo impulso - as caminhadas, quando fizer sol? Mas um outro médico uma vez disse-me: mais vale uma asneira grande por semana do que várias asneiras pequenas todos os dias. Tem lógica!



Portanto, do cardápio diário há que retirar tudo o que é doces, fritos, comidas gordurosas e hipercalóricas que sabem tão bem mas que fazem tão mal. Estão a ver as fotos aqui em cima? Como diz o meu cunhado: "Dois segundos na boca, uma eternidade nas coxas." E na barriga, nos braços, etc... Deixar esses items para o dia da asneira e aproveitá-lo bem!

E nada de loucuras, nada de esperar perder 3 kgs por semana e baixar o número de calças logo ao fim de 4 dias. Essas expectativas só levam a desistências prematuras. Os resultados que se conseguem devagar são os que permanecem por mais tempo. Um kg por semana já é um objectivo muito ambicioso, o normal será 2 kgs por mês. Se numa semana não perdermos peso e até aumentarmos, é levantar a cabeça e continuar! Aos poucos chegaremos lá! Se pudermos juntar o tão custoso exercício à dieta, tanto melhor! Até porque (dizem...) faz bem à alma também!

Há também tratamentos que podem dar uma ajudinha, alguns deles até prometem milagres, mas a verdade é que têm sempre de ser acompanhados com uma alimentação muito cuidada. E até podem parecer dar resultados iniciais promissores, mas a verdade é que a maioria serve mais para nos emagrecer a carteira do que o corpo. Não vão na cantiga do "perdeu 4 cms à volta do abdomen desde o início da sessão" que o mais provável é ser mentira:  primeiro, você não viu qual foi a medida exacta que tinha antes e que tem depois; segundo, mesmo que tenha visto, há sempre forma de pôr a fita mais solta antes do tratamento e mais apertada no fim, perdendo por milagre alguns cms. Dos poucos tratamentos que experimentei houve dois que realmente deram resultado comigo, mas tiveram de ser acompanhados por dieta e nunca deram resultado logo na primeira sessão: Endermologia LPG e Mesoterapia com agulhas, esta última feita numa clínica específica. Ajudaram principalmente a potenciar a perda de massa gorda localizada, porque por si só estes tratamentos não emagrecem ninguém. Se souberem de algum tratamento que resulte, por favor sugiram!

Por fim, dizer que este esquema deve ser encarado como uma mudança de hábitos e não uma dieta temporária. Senão o resultado é que quando voltarmos a comer como dantes, voltamos a engordar como dantes. Manter hábitos de vida saudáveis - na alimentação, no exercício físico - é essencial para manter um peso normal.

PS.: Eu sei que para muitas pode parecer ridículo e fútil eu estar a lutar contra 2 ou 3 kgs (eram mais kgs no início) e que infelizmente há muitas mulheres que lutam contra um peso extra na casa dos dois dígitos. Neste momento o peso que ainda quero perder tem mais a ver com uma questão estética e de saúde psicológica do que propriamente com a minha saúde física. Essa está optima e continuaria bem com o peso que tenho agora.

Mas para quem tem 15 ou 20 kgs (ou mais...) para perder já é uma questão séria e de saúde física, para além da depressão de se verem com tanto peso a mais. Para vocês o que digo é: é possível! Não viram a outra do Peso Certo que saiu nas revistas a dizer que perdeu mais de 100 kgs? Ela conseguiu, vocês também conseguem! Peçam ajuda profissional: há nutricionistas que vos podem orientar, dar algumas ajudas para controlar a fome e acelerar a perda de peso. Mas não tomem nada sem supervisão médica adequada. E dêem tempo ao tempo, querer perder tudo de uma vez é impossível e contra-producente.

Editado: Parece que afinal o meu peso não estagnou... esteve estagnado e eu estava com um mau pressentimento, por isso há uns dias que não subia para a balança. Afinal hoje enchi-me de coragem e lá fui. Resultado: foi ao ar mais um kg de Inês! E não faz falta nenhuma! 6 kgs em 2 meses... não é mau! Devagar se vai ao longe... Já ganhei alento para fazer mais uma panela de sopa!

3 de abril de 2012

5 meses... uma data especial!

Tenho 3 filhos lindos, 3 rapazes que me enchem o colo e o coração. O mais novo olhou para mim (e eu para ele) faz hoje 5 meses. Às 17h10 da tarde literalmente saltou cá para fora sem que eu tivesse de fazer nada para isso.


Pela primeira vez passei estes 5 meses sem fazer um countdown deprimente para o dia do regresso. Pela primeira vez, chego a este dia sabendo que amanhã, depois de amanhã e depois continuarei aqui, em casa com ele, nesta rotina de biberons, papinhas e sopinhas. Com ele e com a Maria Café, claro. Cada um crescendo ao seu ritmo, cada um ocupando o meu dia em proporções variáveis. Pela primeira vez sinto esta tranquilidade, este descanso de saber que não vou entregá-lo numa creche tão pequenino ou deixá-lo ao cuidado das avós (que, graças a Deus, têm mais que fazer).

Também pela primeira vez não tenho aquela segurança do final do mês, é um facto. E que falta faz essa segurança nos dias que correm... mas tenho confiança suficiente em mim para saber que vou continuar a fazer crescer este projecto que me realiza tanto, a nível profissional, pessoal e familiar.


13 de fevereiro de 2012

Saco de Bebé

Precisava de um saco para transportar as tralhas do Miguel. Um saco grande suficiente para levar roupa para uma noite, por exemplo, mas suficientemente prático para levar apenas as fraldas, uma muda e a alimentação necessária para uma saída de algumas horas. Tinha um, oferecido pela Vertbaudet, que usei bastante com o Zé mas que, para além de não ser muito bonito, já tem o forro todo rasgado. Resolvi então tentar fazer um saco para mim, mas tinha de ser maior que a mala de fraldas que costumo fazer. Pensei bastante nos tecidos a usar e no formato e tamanho ideais, andei a ver outros sacos, e acabei por pegar no saco da Vertbaudet e tirar o molde. O tamanho é bom, o formato pareceu-me relativamente fácil de fazer. Claro que tirei uns pormenores e acrescentei outros, para ficar mesmo à medida daquilo que eu precisava...

Este é o saco que eu fiz:




Fiz dois bolsos com fecho de correr, um à frente e outro atrás, em vez do bolso grande com pala do outro saco. Estes bolsos são mais simples de fazer. Acrescentei duas argolas de velcro no topo para pendurar o saco no carrinho de passeio.


O exterior é em algodão, mas o interior é plastificado.



 Não dá para ver bem, mas o interior tem divisórias amovíveis, para organizar  melhor a tralha.


Tal como no outro saco, os bolsos laterais têm elástico e a alça é regulável.

Este saco não está disponível para venda, pelo menos enquanto eu não criar uma versão mais simples. É que deu-me um trabalhão a fazer, principalmente a finalizar... não conseguiria vendê-lo a um preço razoável. A versão para venda não terá seguramente o vivo de xadrez vermelho, que foi muito complicado de integrar, para além de outros pormenores dispensáveis.


E este é o saco da Vertbaudet:




Entretanto já ando orgulhosamente a passear-me com o meu saco, que faz conjunto com o saco-cama para o ovinho:




10 de fevereiro de 2012

Babetes...

Não gosto de babetes... percebo a utilidade, uso-os nos meus filhos quando são pequeninos para comerem sem se sujarem muito (embora nessa altura nem se sujem muito, precisam mais deles quando são mais crescidos... crescidos demais para usar babete!), tenho-os às dezenas, mas não gosto de ver os miúdos de babete o dia todo. Quando estão na fase de babar "com os dentes", e se estiverem em casa, de babygrow, tudo bem... até tolero. Dá jeito, pronto! Agora, vesti-los todos lindos, de calça de ganga e camisa de xadrez, para depois lhes pespegar com um babete de turco debruado a azul-cueca a dizer "Saturday" quando ainda vamos a meio da semana, isso não! Detesto...

Por acaso os meus dois mais velhos nunca foram muito de se babar, por isso o dilema do "ponho babete ou deixo-o babar-se e logo lhe mudo a roupa pela quinta vez na última hora" não me aconteceu com muita frequência. Agora este mais novo faz-me pensar nisso várias vezes por dia. Não é que se babe, ainda não chegou lá, mas bolsa como gente pequenina... e há dias em que dou por mim a trocar-lhe a roupa toda pela terceira vez quando ainda nem chegámos à hora de almoço.

Portanto, tive de ceder aos babetes. Em casa é pacífico, usa o babete de turco. Fora de casa a coisa é mais complicada, por isso resolvi pesquisar os tais babetes "tipo bandana" e experimentar fazer alguns para o pequenino. Não acho ideais, é um facto... mas é uma solução bem mais prática e gira do que o babete tradicional! Ora vejam:








24 de novembro de 2011

O meu bichinho de conta

O meu bicho de conta cresce de dia para dia. Está cada vez mais desperto e atento a tudo o que o rodeia... também começa a adquirir bons hábitos, como chorar na caminha e calar-se quando alguém lhe pega ao colo, ou começar a chorar quando percebe que não está ninguém ao pé dele no quarto. Mas, tirando aquelas horas mais complicadas do final do dia, em que algo parece estar mal mas ninguém percebe bem o que é (nem ele sabe), e de repente tudo fica bem e ele adormece para umas horinhas de sono feliz e tranquilo, é um bebé calmo, feliz. Com tudo o que precisa: amor, alimento, cuidados... 





11 de novembro de 2011

Chegou!

Fez ontem uma semana que chegou o Miguel. Com 38 semanas e 1 dia de gestação, este matulão resolveu ceder à primeira tentativa da obstetra para o fazer nascer. Em poucas horas deu o ar da sua graça, num parto relâmpago e facílimo em que ele fez o trabalho todo, com uma pequena ajuda da equipe médica (basicamente, tiveram de o apanhar!). Eu limitei-me a assistir ao parto...

Os dados estatísticos: 3.590 gr, 52 cm, um rapagão cheio de força e vitalidade que esteve a chorar durante uma meia hora desde que nasceu e depois calou-se para protagonizar um início de vida calmo, silencioso e com muitas horas de sono. De resto, mama muito bem, parece estar a crescer como deve ser e já aprendeu que nas poucas vezes em que chora aparece um dos irmãos ou um dos pais para o mimar.

A propósito de irmãos, estão os dois felicíssimos... o mais velho assumiu totalmente o seu papel de mais responsável e conhecedor, embora (graças a Deus) mantenha todas as outras características de uma criança de 6 anos: "Ok, eu espero que tu acabes de dar de mamar mas vê lá se te despachas que eu quero uma bolacha já!" - ou seja, não espero nada... - O mais novo (agora do meio) então, anda apaixonado. Só diz: "Ó mãe, ele é tão fofinho, não é?", "Ó mãe, ele é tão quido...", "Ele é tão bom..." E quer dar beijinhos e colo e festinhas e pôr a chucha e pôr musica, etc, etc...


Aqui está ele na sua estreia num sling Maria Café... estava a precisar de colinho e eu tinha coisas para fazer. Vai daí meti-o no sling e ele acalmou, enroscou-se e adormeceu. Isso enquanto eu ia, com calma, fazendo o que tinha a fazer. Já não me lembrava da sensação de ter um recém nascido no sling, é delicioso... os barulhinhos que fazem, a cara refastelada de quem tem o que precisa, a sensação de peso leve que não cansa as costas nem os braços... maravilhoso!

15 de setembro de 2011

Um Projecto muito especial

Estou actualmente envolvida num projecto daqueles que são literalmente para a vida... um projecto que foi, depois deixou de o ser, e há uns meses regressou em força, para grande alegria da equipe envolvida.


A escassos 2 meses do prazo de entrega ainda não tenho nada preparado para o grande dia: roupinhas, acessórios, mala para mim e para ele, está tudo por procurar, lavar e arrumar para receber o novo elemento da família. Não há dúvida que à terceira viagem tudo se relativiza e o que na primeira gravidez estava prontinho desde os 6 meses, desta vez não passa de uma lista de "A fazer" que ainda não saiu do papel. E com este barrigão a vontade de entrar na arrecadação e procurar, nas várias malas de roupa que deixou de servir aos outros, as roupinhas de recém-nascido para seleccionar, lavar, passar, e ver o que é que faz falta ou tem de ser substituído, é inversamente proporcional ao crescimento da barriga. Mas enfim, é uma vergonha a criança nascer e não ter berço, roupa lavada, banheira preparada na casa de banho, ovinho pronto, etc... por isso, um dia destes vou mesmo ter de me dedicar à preparação do ninho. De preferência antes do grande dia!

Já agora, dizer também que poderá haver uma fase a seguir ao nascimento com alguns atrasos na entrega das encomendas da loja, mas tentarei retomar a normalidade o mais depressa possível. 

22 de julho de 2010

Que saudadinhas!



Hoje os meus filhotes vieram ver-me. Que saudades que eu tinha dos corpinhos deles, das carinhas, de os apertar e de os beijar. O João, muito falador, contou-me mil e uma coisas, disse-me que tb tinha saudades minhas, mas o que ele queria mesmo era falar com os meus médicos. Devia querer o report sobre a minha saúde: se comi a sopa e os bróculos (e como os tenho comido... blhargh!), se já estava a ficar forte e se podia ir para casa depois do fim de semana. O Zé vinha ao colo, quando me viu fez um ar muito surpreendido e disse: "A mãe!" como quem diz: "Afinal ainda existes e estavas aqui escondida neste sítio esquisito!". Ao início o Zé não queria nada comigo, deu-me um beijinho e abraços, mas colo nem pensar... eu estava com o soro do antibiótico... isso e o facto de não me ver há mais de uma semana terão contribuído para essa estranheza. O João estava na boa e até achou graça ao cateter e ao soro... acho que vai para médico! Hipocondríaco como os pais e com esta leveza em relação a hospitais, quer-me cá parecer que vai seguir a carreira! Brincaram, conversaram o João quis ver o meu quarto, assim meio a correr. No fim, o João despediu-se muito bem de mim (já sabia que eu ia ficar cá) mas o Zé começou a querer chorar e a dizer "Não! Meu Mãe!"Vá lá que chegou um amigo para a visita e distraiu-o para eu fugir para o quarto.
Foi muito bom! Esta visita deu-me um novo alento para os dias que se avizinham, longos e entediantes. Já recebi duas chamadas com saudades, mas é natural. No início da semana vêem cá outra vez!
Entretanto, já tenho autorização para ir dar uma volta ao exterior, sem sair do perímetro do hospital. Amanhã vou dar uma voltinha! Já tenho roupa para sair e tudo!!!! Vai ser estranho respirar ar "puro"!
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